Antigas formações de sambaquis apontam para a existência de civilizações muito anteriores aos colonizadores Açorianos, que aqui chegaram no Século XVIII. Há locais na cidade onde é possível encontrar vestígios dos primeiros habitantes destas praias, como nas Praia da Saudade ou Cascalho. Ainda no tempo do Império, a Armação de Itapocoroy era um dos mais importantes locais de beneficiamento de produtos oriundos da caça de baleias. Locais como a Ponta da Vigia eram usados pelos baleeiros como postos de observação da aproximação dos gigantes mamíferos, graças a vista privilegiada. De lá, sinalizavam aos caçadores que ficavam esperando na Praia da Paciência o momento propício para a caça.

 Em 1759 é concluída a Capela de São João Batista, marco da colonização da região e que hoje leva os visitantes a viajarem no tempo. Há quem diga que a argamassa teve óleo de baleia como um dos componentes. Mais ao norte foi se desenvolvendo a freguesia de Nossa Senhora da Penha, onde hoje é o centro da cidade. A atividade baleeira foi a principal atividade econômica de Penha até a proibição da caça em todo o Brasil. A pesca e a maricultura se desenvolveram e hoje a cidade é a segunda maior produtora de mariscos de cultivo do Brasil. No ano de 1958 Penha se emancipa de Itajaí e passa a ser município destino de verão de famílias das cidades da região, graças as belas praias. Estas belezas chamaram a atenção de um publicitário visionário, que desde pequeno tinha um sonho e viu em Penha o mundo mágico que viria a se tornar real. Beto Carrero World, o sonho do cowboy brasileiro, tornou-se um dos melhores parques temáticos do mundo de acordo com avaliações dos próprios visitantes. Com a chegada do Beto Carrero World, em 1991, Penha entrou no mapa turístico de Santa Catarina e do Brasil. O parque é hoje o principal atrativo da cidade, mas Penha tem muito mais a mostrar aos seus visitantes. Ecoturismo, esportes náuticos, passeios e muitos atrativos para se encantar e voltar muitas vezes. Texto e Foto: Revista Livre